Solenidade em Homenagem a São Jorge 2026
- pieromaia
- 1 de mai.
- 3 min de leitura

A Solenidade em Homenagem a São Jorge da Irmandade Espiritual Estrela D`Alva - SP mais uma vez fez jus à sua tradicional magnitude e encantou a todos os presentes neste ano.
Realizada em 25 e 26/04, a cerimônia contou com os trabalhos de Umbanda e também o ritual de celebração, quando o Batalhão de Joana D'Arc, formado pelas Valorosas da Maçonaria Feminina IEED (MFI), e os Cavaleiros de Ogum, cujos membros são os polutivos da Mocidade IEED, entraram com suas coreografias de lealdade e fidelidade a São Jorge e Ogum.
O número artístico elaborado pelo Diretório Artístico e executado magistralmente pelas germinativas da Escola IEED foi outro momento de encanto e devoção, tendo inclusive a participação da assistente Luana Pirondi tocando clarinete. Ao final deste texto, você confere o lindo texto que embasou a encenação deste ano e foi lido para todos os presentes.
Desta vez, a cerimônia contou ainda com outro momento emocionante: a bênção do casamento dos assistentes Janete Dionísio e Francisco Cristiano, que também contou com Paula, a filha mais nova, tocando violão e cantando uma bela canção ao vivo.
Parabéns, Janete e Francisco! Que a união de vocês continue repleta de luz!
Leia o texto lido no início do número criado pelo Diretório Artístico e realizado pelas germinativas da Escola e, mais abaixo, confira um vídeo com imagens da cerimônia:
"Hoje nos reunimos sob a força da fé, da tradição e da espiritualidade para honrar três forças que, embora sejam distintas em essência, se encontram na mesma vibração de coragem, proteção e justiça: São Jorge, os Oguns e Reverendíssima Maly Hilda.
E é através de um símbolo que atravessa culturas, religiões e planos espirituais que encontramos o ponto de união entre essas três forças: a espada.
A espada não é apenas uma arma. Ela é, acima de tudo, um instrumento de consciência. Ela corta, mas também separa. Ela fere, mas também liberta. A espada representa o discernimento entre a verdade e a ilusão, entre aquilo que nos eleva e aquilo que nos aprisiona.
A espada de São Jorge, erguida contra o dragão, nos ensina sobre a luta contra nossos próprios medos, vícios e sombras. O dragão não está apenas fora — ele muitas vezes habita dentro de nós, nas nossas dúvidas, nos nossos impulsos descontrolados, nas nossas fraquezas. E é preciso coragem para enfrentá-lo.
A espada de Ogum, firme e precisa, abre caminhos onde antes só havia obstáculos. Ela corta as demandas, rompe as correntes invisíveis e desfaz os nós que impedem o nosso caminhar. Ogum não apenas luta — ele desbrava. Ele nos ensina que não basta esperar, é preciso agir com fé, com disciplina e com verdade.
E, por fim, a espada de Hilda, de 33 centímetros e feita a ouro, representa cada ano de luta que o missionário teve para cumprir a sua missão com coragem, resiliência e disciplina.
Hoje, ao evocarmos essa espada, somos convidados a refletir:
Quais são as batalhas que temos travado? E mais ainda: Quais são aquelas que temos evitado?
Ela nos lembra que há momentos em que precisamos cortar relações que nos fazem mal, pensamentos que nos limitam, padrões que nos aprisionam. E há momentos em que precisamos levantar essa espada não para atacar, mas para defender nossa paz, nossa fé e nossa essência.
São Jorge nos inspira a confiar mesmo diante do impossível.Ogum nos ensina a caminhar mesmo diante do desconhecido. Maly Hilda nos encoraja a não desistir diante dos nossos sonhos.
E quando essas três forças se unem, temos a perfeita harmonia entre fé e ação, entre coragem e estratégia, entre espiritualidade e prática.
Que nesta noite, cada um de nós possa, simbolicamente, receber essa espada.Não como instrumento de guerra contra o outro, mas como ferramenta de transformação interior. A espada que hoje nos é entregue é, acima de tudo, um chamado: o chamado para viver com verdade, coragem e propósito.
Que São Jorge nos cubra com sua fé inabalável.Que Ogum abra nossos caminhos com sua força incansável. Que Hilda nos ilumine com seu amor inconfundível.
E que nunca nos falte coragem para lutar as batalhas que nos cabem —nem humildade para reconhecer quando precisamos de ajuda.
Hosana aos Oguns!
Hosanas à São Jorge!
Hosanas à Hilda!"
Diretório Artístico - IEED-SP





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